Atendimento ao público será suspenso, mantendo apenas serviços essenciais
Os auditores fiscais da Receita Federal responsáveis pela liberação de produtos no Aeroporto Internacional de São Paulo decidiram intensificar a greve, que já dura mais de seis meses. A partir desta semana, o atendimento ao público será suspenso, mantendo-se apenas os serviços classificados como prioritários.
O galpão da Receita Federal no aeroporto, localizado em Guarulhos, enfrenta superlotação. Mercadorias que deveriam ser liberadas em até dez horas estão aguardando até 21 dias por fiscalização.
A Receita Federal informou que o terminal de cargas está operando com 50% acima da sua capacidade de armazenamento. A fila de mercadorias importadas já se estende por aproximadamente 100 metros. Medicamentos, produtos perecíveis e exames de saúde seguem com liberação em até um dia, segundo o sindicato dos auditores.
A greve atinge portos, aeroportos e pontos de fronteira em todo o Brasil.
Os auditores fiscais estão em greve desde novembro do ano passado, reivindicando reajuste salarial. O movimento já afeta quase metade dos cerca de 7 mil fiscais em atuação, de acordo com a categoria.
Segundo a Receita Federal, desde o início da paralisação, o Brasil já deixou de arrecadar mais de R$ 7 bilhões devido aos atrasos na liberação de mercadorias.
